Identidade de Humanas Ser e Estar no Mundo

Sobre

Sobre o projeto

De onde nasce o livro, a metodologia e a ideia de uma Identidade de Humanas.

De onde nasce este livro

Nenhum livro nasce de lugar nenhum. Ser e Estar no Mundo nasce de uma trajetória docente: quase quinze anos de sala de aula em Ciências Humanas, de muitas perguntas feitas por estudantes e de inquietações acumuladas no ensino da área.

A ideia começou a tomar forma por volta de 2019, com uma atividade chamada Identidade de Humanas: no início de cada período letivo, antes de entrar nos conteúdos, os estudantes eram convidados a se situar — no tempo, no espaço, na sociedade e na cultura. Em vez de começar pela matéria, começava pela pessoa que ia estudá-la. Este projeto é a ampliação dessa experiência.

Uma pedagogia existencial

O livro propõe um caminho que se pode chamar de pedagogia existencial: aprender não começa fora da vida, mas dentro dela. Cada capítulo parte de você, atravessa o conhecimento das Ciências Humanas e retorna a você — um movimento em espiral, do eu ao mundo e do mundo ao eu.

Não é um tratado acadêmico, não é apostila, não é autoajuda. Talvez seja mais justo chamá-lo de uma iniciação existencial às Ciências Humanas, desde o Brasil: um percurso em que o leitor parte da própria vida e descobre que as grandes perguntas já o atravessavam antes de virarem conteúdo escolar.

Pensar desde algum lugar

Todo pensamento tem um “desde”. Este livro nasce desde uma sala de aula, desde o Brasil, desde a língua portuguesa, desde uma América Latina que ainda disputa o direito de pensar a partir de si mesma. Por isso ele conversa não só com autores europeus, mas com pensadores brasileiros, latino-americanos, africanos, indígenas e com vozes que costumam aparecer pouco nos materiais escolares.

Contato

Para falar com o autor sobre o livro, o site ou usos em grupos e escolas: contato@identidadedehumanas.com.br

Rafael Alves Reis

Sobre o autor

Rafael Alves Reis

Todo pensamento tem um "desde". Este livro nasceu do meu.

Nasci numa geração que cresceu entre o fim de uma ditadura e a chegada da internet, que aprendeu história recente pela boca dos mais velhos e foi descobrindo o mundo em tempo real, sem manual. Uma geração que herdou perguntas antes de ter respostas, e que precisou aprender a habitar a incerteza como condição, não como problema. Talvez por isso este livro não ofereça certezas: oferece travessias.

Sou de Brasília, cidade que não nasceu de um rio nem de um porto, mas de uma decisão e de um sonho plantado no meio do cerrado. O cerrado que não é vazio: é cheio de veredas, ipês, buritis, pequizeiros, aves e uma luz que muda a cada hora do dia. Uma paisagem que ensina que o que parece seco por fora guarda água e vida nas raízes. Cresci também rodeado por gente que veio de todo o Brasil, nordestinos, mineiros, goianos, sulistas, cada um trazendo sotaques, comidas e memórias que não existiam antes de se encontrarem aqui. Essa interculturalidade me ensinou cedo que ninguém pensa do vazio, e que o lugar onde se está forma, profundamente, quem se é.

Sou professor de Ciências Humanas há quase quinze anos. Foi o contato com a Filosofia, a Geografia, a Sociologia, a História e as tecnologias educacionais, e com os estudantes que as atravessaram comigo, que foi abrindo meu olhar para a sociedade e para mim mesmo. Formado em Filosofia pela UnB, com passagens pela Geografia, pela Sociologia, pela Educação Física e pela pesquisa sobre corporeidade, aprendi que nenhuma disciplina explica o ser humano inteiro. Não escrevi este livro apesar da sala de aula. Escrevi por causa dela.